'Super Bowl Halftime Show 2013': Confira a apresentação de Beyoncé no evento !!!

Neste domingo, 03, ocorre a final da liga de futebol norte-americano, evento televisionado que contará com uma grande apresentação durante o seu intervalo. Tendo recebido, ao longo dos anos, artistas como U2, Shania Twain, The Black Eyed Peas, Madonna e Michael Jackson, este ano no 'Super Bowl Halftime Show' ficará a cargo de Beyoncé.

Ouça agora “Highway Don’t Care”, a tão esperada parceria entre Taylor Swift, Tim McGraw e Keith Urban

O CD “Two Lanes of Freedom” de Tim Mcgraw só será lançado na próxima terça feira, mas já está disponível na rede a tão aguardada parceria entre as lendas do country.

Beyoncé anuncia que será uma das atrações do 'Rock In Rio 2013' 2

A interprete de "Run The World" se apresentará no dia 15 de Setembro no Parque dos Atletas, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Ela será uma das principais atrações da noite de abertura do festival, que ocorrerá nos dias 13 a 15 e de 19 a 22 de setembro.

Zac Efron vai estrelar thriller sobrenatural do roteirista de Eu Sou a Lenda

O ator Zac Efron (“Um Homem de Sorte”) vai estrelar e coproduzir o thriller sobrenatural “The Falling”, em parceria com o produtor e roteirista Akiva Goldsman (“Eu Sou a Lenda”, “O Código Da Vinci”).

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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Filme:O Lado Bom da Vida encontra o equilíbrio em meio à loucura


O diretor e roteirista David O. Russell (“O Vencedor”) é uma espécie de alquimista cinematográfico. Sem arroubos de criatividade nem propor inovações à arte, ele consegue transformar o trivial em um passatempo extremamente prazeroso. Para tanto, tem o cuidado de entregar o seu precioso texto a atores gabaritados, deixando-os agir à vontade, sem interferências. O resultado são performances bem naturais, marcantes e cativantes, dignas de reconhecimento. Com “O Lado Bom da Vida”, Russell cunhou sua pedra filosofal: o longa recebeu oito indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme e todas as quatro categorias de atuação (Melhor Ator, Atriz, Ator Coadjuvante e Atriz Coadjuvante), feito que não ocorria há mais de 30 anos – desde “Reds” (1981).
A expressão do título original, “Silver Linings” é um dito popular da língua inglesa, uma metáfora do otimismo, a ideia de que mesmo uma situação ruim pode trazer algo positivo. Esta é a cartilha que segue Pat Solano (Bradley Cooper, de “Se Beber, Não Case!”, surpreendente), depois de ser liberado do manicômio judiciário onde esteve preso por oito meses, após agredir furiosamente o amante de sua esposa. Diagnosticado com transtorno bipolar, ele volta a morar com seus pais na tentativa de reconstruir a vida e alimenta o sonho obsessivo de reconquistar a esposa.
Uma ordem judicial o impede de se aproximar da ex-mulher, mas Pat apela para que amigos em comum estabeleçam uma comunicação entre o casal. Em um jantar familiar com segundas intenções, ele conhece Tiffany (Jennifer Lawrence, de “Jogos Vorazes”, fantástica), jovem problemática que, assim como ele, vive afundada em remédios, desde a morte inesperada do marido. Entre uma discussão e outra, uma relação inusitada entre os dois se estabelece quando ambos enxergam a possibilidade de superarem seus problemas ajudando um ao outro.
A medida que o filme avança, percebemos que não é só Pat que sofre de distúrbios mentais. Todos os demais personagens ao seu redor também carregam algum tipo de “loucura”: sua resignada mãe (Jacki Weaver, de “Reino Animal”) concorda com todas as bizarrices que seu pai (Robert De Niro, de “Sem Limites”), um ludopata cheio de manias propõe; seu amigo Ronnie (John Ortiz, de “Força Policial”), está à beira de uma crise de nervos, vítima do consumismo desenfreado da esposa Veronica (Julia Stiles, de “O Ultimato Bourne”); e Danny (o sumido Chris Tucker, de “A Hora do Rush”), um ex-colega do sanatório, é um mentiroso compulsivo que vive fugindo da clínica psiquiátrica.
A narrativa verborrágica e a edição veloz procuram inserir o público na realidade distorcida em que vive o protagonista. Russell casualmente filma com a câmera na mão para que a plateia compreenda toda a ansiedade por qual passa seu personagem principal. Hábil, ainda consegue inserir um humor fino em ocasiões surpreendentes pontuadas por diálogos afiados, sem nunca parecer exagerado.
Mas se a fórmula funciona, é porque há cumplicidade dos atores. A química entre Cooper e Lawrence “dá liga”, cativa, levando a plateia a torcer por eles até o final, mesmo com a previsibilidade batendo à porta no último ato. Já De Niro é um show à parte, entregando uma performance divertidíssima como não se via há anos.
No fundo, “O Lado Bom da Vida” pode ser considerada uma comédia romântica convencional, do casal que se odeia à primeira vista apenas para viver feliz para sempre, mas enquanto serve uma típica Sessão da Tarde, também registra a possibilidade de equilíbrio em meio às neuroses. Sua busca pela felicidade não julga a “loucura”, apenas a retrata, tentando atenuar a equivocada leitura que se faz dela. Todos temos manias, opiniões surreais, idiossincrasias.
Além disso, o filme ainda passa uma bela mensagem de superação, que é preciso saber lidar com as frustrações, não se abater e seguir em frente, pois, nem sempre o universo conspira a favor. Como diria, Marcel Proust, “para tornar a realidade suportável, às vezes, todos nós cultivamos pequenas loucuras”.

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